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IJP tutti no palco ©AmauryVoslion.JPG
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SINOPSE 

Após ter suas terras devastadas pelos colonos portugueses, o jovem guerreiro I-Juca Pirama, último de sua tribo, parte em busca de novos territórios e de um sentido para sua existência.

Capturado pelos Timbiras, é condenado ao sacrifício, mas sua coragem e dignidade transformam seus algozes.

Entre o dever do guerreiro e o chamado da vida, I-Juca enfrenta o conflito entre honra e sobrevivência.

Na ópera, a história se desenrola entre duas épocas — a antiga, contada por Gonçalves Dias, e a moderna, em que novas queimadas e devastações fazem o I-Juca contemporâneo reviver a busca por significado e pertencimento.

Sua jornada reflete o destino de um povo em exílio na sua própria terra e o grito da floresta ferida.
Em uma dimensão paralela, o Espírito da Terra tudo vê, prevê, narra e abraça. Entre os dois tempos da história, ela é a guardiã da memória e da transformação.

Jaci, jovem Timbira frágil e encantada por I-Juca no tempo ancestral, renasce na era moderna como sua própria descendente, jornalista que entrevista o “I-Juca” contemporâneo nas terras devastadas pelas queimadas.

Mas um antídoto poderoso resiste ao avanço da destruição: a força dos sonhos e a técnica ancestral de torná-los realidade.

Assim, o mito renasce no presente, lembrando que a terra, mesmo ferida, continua a sonhar através de seus filhos.

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A proposta artística parte da estrutura narrativa do poema “I-Juca Pirama” de Gonçalves Dias, ampliando sua dimensão simbólica.
O personagem-título é tratado como um arquétipo do guerreiro dividido entre a honra e a vida, o passado e o presente, o sagrado e o humano.

Três figuras femininas fortes também se destacam: o Espírito da Terra (uma entidade feminina), Jaci, uma indígena da tribo rival de destino trágico que olha para I-Juca com “olhos de mel”, e a chefe dos Timbiras, uma mulher respeitada e temida por suas decisões.

A encenação utiliza projeções audiovisuais que mesclam o real e o mítico, com participações visuais e sonoras de Gilberto Gil e Paulo Coelho, cantando e interpretando trechos da obra.
costurando os planos do real e do mítico.

Com 75 minutos de duração, a ópera reúne cinco solistas principais, coro lírico-popular, orquestra sinfônica e a participação de artistas indígenas com dança e atuação.

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